Livro: “Israel-Palestina, verdades sobre um conflito”- Alain Gresh

 

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Sinopse.

Este livro nasceu da indignação, mas também da vontade de compreender. Em escassos meses, todos os esforços de paz no Médio Oriente, nascidos com o histórico aperto de mão entre Yasser Arafat e Itzhak Rabin em 1993, afundaram-se.

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A segunda Intifada reflecte os limites dos acordos assinados.
Teremos de nos resignar a estas oscilações? Não será possível um discurso laico capaz de ultrapassar estas divisões?
O conflito israelo-palestiniano tem uma longa história: do nascimento do sionismo à guerra de 1948 e à criação de Israel; da resistência dos palestinianos à sua transformação em refugiados e à criação da OLP; da guerra de 1967 à paz de Oslo, há milhares de episódios de que é necessário conhecer o encadeamento. Mas não basta este indispensável relembrar dos factos. Convém inseri-los num quadro de análise que lhes dê um sentido universal. Porque será que o que é válido para a ex-Jugoslávia ou para a África do Sul não o é para a Palestina e Israel? Será que a Terra Santa nos faz perder o norte? Tentemos utilizar, para compreender este “complexo Oriente”, a bússola da razão humana.

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Para ler o livro clique no link abaixo:

Israel, Palestina- Verdades sobre um conflito, Alain Gresh.

Filme “Encontro com Milton Santos, o mundo global visto do lado de cá”

Sinopse:  

A partir de uma entrevista feita com o geógrafo Milton Santos em 4 de janeiro de 2001 é discutido o tema da globalização e seus efeitos nos países e cidades do planeta.

 

Ficha técnica:  

Título Original: Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Estúdio:
Distribuição: Caliban Produções Cinematográficas Ltda.
Direção: Sílvio Tendler
Roteiro: Cláudio Bojunga, Sílvio Tendler, André Alvarenga, Daniel Tendler, Ecatherina Brasileiro e Miguel Lindenberg
Produção:
Música: Caíque Botkay
Edição: Bernardo Pimenta

  

Elenco:  

Milton Santos
Paul Claval
Maria Adélia Aparecida de Souza
Maria Auxiliadora
Roberto Lobato Corrêa
Manoel Correia de Andrade
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Manoel Lemes
Ana Fernandes
Boaventura Souza Santos
Noam Chomsky
Eduardo Galeano
Boubacar Diop
Adirley Queiroz
Carlos Pronzato
Aílton Krenak
Beth Goulart (Narração)
Fernanda Montenegro (Narração)
Milton Gonçalves (Narração)
Matheus Nachtergaele (Narração)
Osmar Prado (Narração) 

  

Diretor: 

Silvio Tendler

  Carioca de 1950, cineclubista, em 1970 saiu do Brasil para o Chile, e de lá foi para a França estudar cinema no Institut des Hautes Études Cinématographiques (IDHEC), em Paris. Fez cursos do cineasta Jean Rouch e foi assistente de direção de Chris Marker no filme La spirale (1973/75). Em 1976, já de volta ao Brasil, começou a reunir material para o documentário Os anos JK, uma trajetória política (1980), um de seus filmes mais importantes, prêmio de melhor montagem no Festival de Gramado e ganhador do troféu Margarida de Prata, da CNBB. Após este filme, dirigiu propaganda política para partidos de esquerda e foi chamado para dirigir programas para a TV Manchete. Em 1981 dirigiu O mundo mágico dos Trapalhões, um documentário em longa-metragem. Realizou em seguida Jango (1984), premiado nos festivais de Gramado e Havana.  Em 1999 finalizou Castro Alves. Tendler leciona na cadeira de comunicação social da PUC-Rio. Em 2004 lançou o documentário de longa-metragem Glauber, o filme –  Labirinto do Brasil e já iniciou a preparação de mais quatro: Milton Santos ou O mundo global visto de cá, Utopia e barbárie, Verger por Verger e Ter 18 anos em 1968 – este último, um projeto em parceira com a editora Garamond e que envolve, além do filme, um livro.

 Seus filmes são resgates da memória brasileira e inspiram seus expectadores a reflexão: sobre os rumos do Brasil, da América Latina e do mundo em desenvolvimento.

 É dono de um jeito muito peculiar de fazer cinema. Entre a gestação de uma idéia, sua execução e finalização, muitas vezes contam-se décadas. Tem sempre vários projetos e vai tocando todos ao mesmo tempo placidamente.

 Tendler é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: “O Mundo Mágico dos Trapalhões” (1 milhão e 800 mil espectadores), “Jango” (1 milhão de espectadores) e “Anos JK” (800 mil espectadores).

 Seus filmes “Jango” e “Anos JK”, apesar de falarem sobre o golpe militar de 1964 e a democracia, foram lançados ainda em plena ditadura militar, em 1984 e 1980 respectivamente. A partir de então, continuou produzindo uma série de documentários que conquistaram diversos prêmios de público e crítica, divulgando a cultura e a história brasileira para o resto do mundo.

 Em 2005 recebeu o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, Itália, pelo conjunto da obra. Em 2008, foi homenageado no X Festival de Cinema Brasileiro em Paris, com uma retrospectiva de seus filmes. Ainda neste ano, foi condecorado com a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, por relevantes serviços prestados à causa pública do Estado.

 

Filmografia: 

2007 – Encontro com Milton Santos ou O  Mundo Global Visto do Lado de Cá
2003 – Glauber o Filme, Labirinto do Brasil
2002 – JK: O menino que sonhou um país
2002 – Dr. Getúlio, últimos momentos
2001 – Oswaldo Cruz, O médico do Brasil (curtametragem)
2001 – Rio republicano
2000 – Milton Santos, O Mundo global visto do lado de cá (curtametragem)
1999 – Marighella, Retrato falado do guerrilheiro (curtametragem)
1999 – Castro Alves
1994 – Josué de Castro, Cidadão do Mundo
1988 – Caçadores da Alma (curtametragem)
1984 – Jango
1981 – O Mundo Mágico dos Trapalhões
1980 – Os Anos JK, Uma Trajetória Política 

 

Prêmios  

- Glauber o Filme, Labirinto do Brasil, ganhou o Candango do júri popular (R$ 30 mil) e prêmio da crítica, no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2003.

- No Prêmio Adoro Cinema Brasileiro 2005 recebeu o prêmio de melhor diretor de documentário com Glauber o Filme, Labirinto do Brasil.

 

 

Curiosidades 

- Silvio Tendler acumula uma bagagem intelectual que inclui licenciatura em História pela Universidade de Paris, mestrado em Cinema e História pela École des Hautes-Études da Sorbonne e especialização em Cinema Documental aplicado às Ciências Sociais no Musée Guimet, da mesma universidade.

- Em 1981, criou a Caliban Produções Cinematográficas, direcionada para biografias históricas de cunho social. Em 20 anos à frente da empresa, produziu e dirigiu 31 filmes entre curtas, médias e longas-metragens em formato documental.

- É membro fundador da Fundação Novo Cine Latino-americano e do Comitê de Cineastas da América Latina, e a seguir presidente da Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Cineastas.

- Em 1979, tornou-se professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.

- Tendler costuma ser apontado como o cineasta dos vencidos, uma referência à Juscelino Kubitschek e João Gulart, temas dos consagrados documentários Os Anos JK e Jango. E por Arnaldo Carrilho o definiu como o cineasta dos sonhos interrompidos.

 

Imagens do Filme:

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Premiações:   Ganhou o Candango de Melhor Filme – Júri Popular, no Festival de Brasília.

  

Curiosidades:  

 - O diretor Sílvio Tendler conheceu o geógrafo Milton Santos em 1995, enquanto dirigia Josué de Castro – Cidadão do Mundo.

- A entrevista gravada com Milton Santos foi a última audiovisual por ele concedida. Em junho do mesmo ano ele faleceu, devido a um câncer.

  

 Fonte: http://www.uem.br/cinuem/index.php?option=com_content&task=view&id=113&Itemid=1

Publicado em:  on 21 21UTC Setembro 21UTC 2009 at 16:12 Deixe um comentário
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Simbologia Cartográfica

  •  Sinais convencionais: esquemas centrados em posição real, que permitem identificar um objeto, cuja superfície, na escala, é muito pequena para que possa ser representada em projeção.
  • Sinais simbólicos: evocadores, localizados, posição é facilmente determinável.
  •  Pictogramas: símbolos figurativos, facilmente identificáveis.
  •  Ideogramas: pictograma que representa uma ideia.
  •  Símbolo regular: repetição regular de um elemento gráfico sobre uma superfície delimitada.
  •  Símbolo Proporcional: símbolo quantitativo, cuja dimensão varia com o valor do fenômeno representado.
Publicado em:  on 16 16UTC Setembro 16UTC 2009 at 11:57 Deixe um comentário

Dica de site: IBGE/Países

Dica de site com dados de todos os países. Dados como: população, moeda, PIB,  bandeira, fotos,  indicadores sociais e econômicos,  redes, etc

Dá para levantar diversos dados de um determinado país. Por exemplo: “No centro do continente  Africano, há um país chamado Chade, com área total de 1.284.000 km², a língua usada é o árabe e o francês. Em 2008 a população de pouco mais de 11 milhões, onde maior parte dela (74%) vive em área rural. A mortalidade em Chade é de 16 a cada 1000 habitantes, a esperança de vida é de 50,4 anos.  Neste país africano 48% da população tem acesso à rede de água potável e 9% à rede sanitária. Mais de 70% da população é analfabeta. O telefone residencial está para 0,13% da população total, o celular 8,52% e a internet 0,60%”.

Muita interatividade para quem precisa de uma pesquisa rápida para levantar números básicos dos países. Vale a pena conferir.

Clique no link a seguir e, BOA VIAGEM!!!

http://www.ibge.gov.br/paisesat/

Um pouco de História da Geografia

Principais Geógrafos

 Bernhardus Varenius

       Uma importante figura da retomada dos estudos de geografia , cuja Geographia generalis (1650; Geografia geral) foi várias vezes revisada e permaneceu como principal obra de referência durante um século ou mais. Também era de Flandres o cartógrafo mais importante do século XVI, Gerardus Mercator (Gerard de Cremer), que criou um novo sistema de projeções, aprimorando os que usavam longitudes e latitudes.

 James Cook

       James Cook fixou novos padrões de precisão e técnica em navegação. Realizou viagens com fins científicos e, na segunda delas, a mais famosa, de 1772 a 1775, circunavegou o globo. Na França surgiu a primeira pesquisa topográfica detalhada de um grande país, levada a cabo entre os séculos XVII e XVIII por quatro gerações de astrônomos e pesquisadores da família Cassini. Em seu trabalho se baseou o Atlas nacional da França, publicado em 1791.

Alexander von Humboldt

       Como muitos que o antecederam, se propôs conhecer outras partes do mundo, mas acabou se distinguindo pela cuidadosa preparação que antecedia suas viagens, pelo alcance e precisão de suas observações. São de especial interesse seus estudos sobre os Andes (feitos durante uma viagem às Américas Central e do Sul, entre 1799 e 1804), em que pela primeira vez se fez uma descrição sistemática e inter-relacionada da altitude, temperatura, vegetação e agricultura em montanhas situadas em regiões de baixa latitude. Surgimento da geografia moderna. Humboldt lançou as bases da geografia moderna, com ênfase na observação direta e nas medições acuradas como base para leis gerais.

Immanuel Kant

       Definiu satisfatoriamente o lugar da geografia entre as diferentes disciplinas: afirmou que a geografia lida com os fenômenos associados no espaço da mesma forma que a história lida com os fatos que ocorrem durante uma mesma época. Foi Kant que primeiro utilizou o termo “Geografia Física” e que relacionou a Geografia ao espaço e a Historia ao tempo.  Tanto Kant quanto Humboldt lecionaram geografia física e foram contemporâneos de Carl Ritter, que ocupou a primeira cadeira de geografia criada numa universidade moderna.

Ferdinand Paul Wilhelm, barão de Richthofen

       Escreveu um monumental estudo de cinco volumes sobre a geografia chinesa e influenciou o desenvolvimento da metodologia geográfica na Alemanha e em outros países.

Friedrich Ratzel

          Escreveu trabalhos pioneiros em geografia humana e política. Criador da antropogeografia, o geógrafo e etnógrafo alemão é autor do ensaio tido como ponto de partida da geopolítica, no qual introduziu o conceito de espaço vital. Posteriormente, essa noção foi distorcida pelo nazismo para justificar suas pretensões expansionistas. Apesar de admirar as concepções evolucionistas de Darwin e Haeckel, Ratzel criticou-as pelo mecanicismo. Expôs, em suas obras Anthropogeographie (1882-1891; Antropogeografia) e Politische Geographie (1897; Geografia política), os princípios de seu pensamento. Na primeira, desenvolveu a tese de uma relação causal entre as características do meio-ambiente natural e as realizações humanas. Na segunda, estabeleceu uma analogia biológica entre os mecanismos de contração e expansão dos países, ou seja, a tendência dos povos a limitarem ou ampliarem fronteiras segundo as necessidades de espaço vital (Lebensraum). Esse conceito, na interpretação do cientista político sueco Rudolf Kiellén, foi usado como justificativa para o expansionismo nazista do III Reich.

Paul Vidal de La Blache

        Foi um dos principais responsáveis pelo surgimento da geografia moderna na França. Deve-se a ele a definição do campo da geografia regional, com ênfase no estudo de áreas pequenas e relativamente homogêneas. Foi o primeiro professor de geografia da Sorbonne e planejou uma obra monumental, que cobria a geografia regional em todo o mundo, mas não viveu o bastante para concluí-la. Géographie universelle (1927-1948) foi completada por seu aluno Lucien Gallois e é uma das mais bem-sucedidas publicações sobre o tema.

Fonte: Site Geografia Fácil.

GREENPEACE: 1ª Vitória: Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart suspendem compra de carne de desmatamento na Amazônia

Manaus (AM) — Em nota assinada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), empresas anunciaram a suspensão de compras de produtos bovinos de 11 empresas frigoríficas do estado do Pará. 

Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour, em nota também assinada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) anunciaram a suspensão de compras de produtos bovinos de 11 empresas frigoríficas do estado do Pará, incluindo a Bertin, por não terem garantias de que a carne não vem de áreas desmatadas na Amazônia. A decisão é resultado da ação civil pública (ACP) do Ministério Público Federal (MPF) no Pará, que encaminhou, na semana passada, recomendação às grandes redes de supermercados e outros 72 compradores de produtos bovinos para que parem de comprar carne proveniente da destruição da floresta. O descumprimento do pedido pode resultar em multa de R$ 500,00 por quilo de produto comercializado.

A medida dos varejistas também foi resultado do relatório sobre a pressão que o gado exerce sobre a Amazônia, lançado há apenas dez dias. “A ação é um repúdio às práticas denunciadas pelo Greenpeace. O setor supermercadista, através da Abras não irá compactuar com as ações denunciadas e reagirá energicamente”, diz a nota. “Os frigoríficos que atuam na Amazônia precisam se comprometer imediatamente a parar de comprar gado de fazendas que desmatam”, disse André Muggiati, do Greenpeace.

Os supermercados solicitaram aos frigoríficos que apresentem ao Ministério Público um plano de auditoria socioambiental, realizado por empresa independente, sobre a origem do gado que comercializam. O MPF já havia pedido aos supermercados e empresas notificadas que implementem sistemas de identificação sobre a origem do produto bovino.

Além disso, o Ministério Público Federal pretende ampliar as ações de combate ao desmatamento com responsabilização da cadeia produtiva da pecuária para outros estados da Amazônia, como Mato Grosso e Rondônia.

O Greenpeace lançou na semana passada o relatório “A Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e trabalho escravo com produtos de ponta comercializados no mercado internacional. Para piorar, o governo brasileiro financia e tem participação acionária nas principais empresas pecuárias que atuam na Amazônia. O frigorífico Bertin é uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como responsáveis pela compra de gado de fazendas que desmataram ilegalmente a floresta Amazônica, distribuindo no Brasil e mundialmente os produtos derivados dos animais.

 
Leia abaixo a nota dos supermercados:
 
ABRAS repudia práticas denunciadas pelo Greenpeace.

Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar suspendem as compras de fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia e deverão trabalhar com auditoria de origem.
Em reunião realizada na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no dia 8 de junho, as três maiores redes de supermercados do País, Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar decidiram suspender as compras das fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia. A ação é um repúdio às práticas denunciadas pelo Greenpeace. O setor supermercadista, através da Abras não irá compactuar com as ações denunciadas e reagirá energicamente.

A posição definida pelas empresas inclui notificar os frigoríficos, suspender compras das fazendas denunciadas pelo Ministério Público do Estado do Pará e exigir dos frigoríficos as Guias de Trânsito Animal anexadas às Notas Fiscais. Como medida adicional, as três redes solicitarão, ainda, um plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos que comercializam não são procedentes de áreas de devastação da Amazônia.

Trata-se de uma resposta conjunta setorial ao relatório publicado pelo Greenpeace no início deste mês e conseqüente ação civil pública do Ministério Público Federal do Pará, que encaminhou recomendação às grandes redes de supermercados e outros 72 compradores de produtos bovinos para que deixem de comprar carne proveniente da destruição da floresta.
Fonte: site do Greenpeace : www.greenpeace.org

Região do desastre aéreo do voo AF447, enfrenta clima ‘anômalo’, diz meteorologista

A região dp desastre aéreo

A região do desastre aéreo

A região norte da ilha de Fernando de Noronha, local de onde o avião da Air France teria enviado um sinal de pane elétrica, está exposta a tempestades nessa época do ano.

As atividades climáticas na região estão “especialmente mais intensas” neste ano, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

A explicação está nas águas do Oceano Atlântico, cuja temperatura se encontra até 1,5 grau acima da média histórica para esta época.

“Esse aquecimento anômalo das águas causa atividades ainda mais turbulentas entre o oceano e a atmosfera”, diz Francis Lacerda, coordenadora do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco.

Segundo ela, o fenômeno também é o responsável pelas chuvas do Norte e Nordeste nessa época do ano. “Essa é a causa das enchentes”, diz.

Nas cidades mais afetadas, como em Salvador, o índice pluviométrico ficou até 80% acima da média histórica para o mês de maio.

Ventos

A ilha de Fernando de Noronha faz parte do que os cientistas chamam de zona de convergência intertropical.

Trata-se de uma zona de encontro dos ventos alíseos, que nessa época do ano estão mais fortes. O resultado é uma maior umidade, com chuvas intensas, descargas elétricas e rajadas de ventos: “a conhecida tempestade”, diz Francis.

“É um cinturão de nuvens que fica circundando a linha do Equador”, diz a meteorologista.

O meteorologista do Inmet Recife, Raimundo dos Anjos, diz que o sistema de convergência já está se deslocando para o hemisfério norte.

Segundo ele, a zona de convergência ainda está com “muita intensidade” ao norte de Fernando de Noronha, gerando forte nebulosidade.

O especialista diz ainda que, em momentos de forte tempestade, há registros de correntes de ar descendentes.

A costa nordeste brasileira também sofre o impacto meteorológico das chamadas “ondas de leste”. Segundo Raimundo dos Anjos, essas ondas são formadas proximamente à costa africana e se propagam ao litoral brasileiro.

“Esse movimento também contribui para a formação de nuvens na região nordeste”, diz.

Fonte: BBC Brasil via O Globo

DENÚNCIA: Desastre na barragem matou 30 mil animais

 

Região de Cocal - PI

Região de Cocal - PI

Um levantamento preliminar realizado por técnicos da SEMAR (Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos) estima que há pelo menos 30 mil animais mortos na região de Cocal, onde aconteceu o desastre com rompimento da parede da barragem Algodões I. São animais de rebanho bovino, caprino e de ovinos. A informação foi divulgada ontem pelo portal acessepiaui.com.br.

A informação foi passada ao Acessepiauí pelo superintendente de Meio Ambiente da Semar, Carlos Moura Fé. Ele observou que está sendo preparado um relatório sobre os possíveis danos ao meio ambiente devido ao rastro de destruição deixado pelo acidente, bem como com as medidas cabíveis para o enterro dos animais na região.

“Uma das preocupações é que esses animais sejam enterrados de modo adequado para que não haja a contaminação do solo nem da água”, afirmou o secretário Dalton Macambira.

Sobre a data da divulgação das informações preliminares do relatório, o técnico Carlos Moura Fé disse que a previsão é que sejam divulgadas até o final desta semana.

Ele acrescentou que foram dadas orientações em toda a região da tragédia para que fosse realizado o enterro correto dos animais. A região se estende da barragem de Algodões I até o local onde o rio Piranji desemboca no rio Parnaíba.

“Os animais devem ser enterrados em valas e, quando houver possibilidade, jogar cal por cima”, frisou.

Fonte: Tribuna do Sol – Piaui.